Bando de bandidos

por Renato Rovai*


A canalha não brinca. Impostores de intelectuais transformaram as instituições brasileiras em Forte Apache dos seus interesses. Dezenas de petistas investigados por denúncias de narcotráfico. Lula espionado 428 dias pela Polícia Federal. É nojento.
Tem lógica. Serve para os urubus do mercado, para as raposas no
governo, para os papagaios da mídia e para os leões de chácara nos aparelhos de Estado. É a lógica do vale tudo pelo poder.
Os bandidos que controlam o Brasil não nasceram ontem. São pais e filhos de um processo de silêncio da sociedade. Agem na surdina. Vivem do silêncio. Por isso é preciso gritar.
Tudo que precisa ser investigado tem de ser. Em Santo André, São Paulo, Campinas, Rio, Brasília, no inferno. Investigar é democrático. Criar CPIs, instalar processos administrativos, encaminhar suspeitas ao Ministério Público. Punir.
Transformar o Estado em arma de partido político, de calhordas com barbas bem feitas e discursos pomposos, não é democrático. É fascismo.
Aparelho oficial de investigação (PF, por exemplo) atuando em favor de grupos é barbárie política. Crime. É motivo de impeachment do governante
no poder. É para levar os responsáveis à cadeia. É para ser investigado como escândalo. Aí, sim, sem limites.
Não é Lula que está ameaçado. Não é um secretário de governo do ABC. Não é a cúpula de um partido de esquerda. É a sociedade. A possibilidade de democracia.
Esse bando de pústulas, nojento e encardido por dezenas de acusações, precisa ser detido. É a mesma gangue que jogou o país numa enorme crise, entregou sua autonomia e patrimônio, gerou milhões de desempregados e famélicos, comprou votos de deputados e faz discurso de modernidade.
São inimigos do interesse público. Precisam ser tratados como tais. Não é hora de fazer de conta. É o momento de denunciar, gritar, protestar,
reclamar e divulgar a armação. Usar todos os instrumentos possíveis. Boca, e-mails, jornais de sindicatos, grêmios, CAs e associações. Todas as forças.
Não se trata de radicalismo. Sim, de vergonha na cara. Ou eles vão ser
felizes.

Fechar